Quintas Indie | Beginners (2011)

1.11.2018

Já andava há imenso tempo para ver este filme. E sempre por alguma razão ele acabava por ficar esquecido. E depois começou a formar-se em mim a ideia de que não iria gostar dele. Mas enganei-me redondamente. Adorei o filme e hoje partilho com vocês a minha opinião. 
As vidas de Oliver (Ewan McGregor) e do seu pai Hal (Christopher Plummer) alteram-se radicalmente quando o segundo, seis meses depois de ter ficado viúvo, assume duas coisas totalmente inesperadas: que é homossexual e que se encontra num estado avançado de uma doença terminal. Com esta consciência de mortalidade, Hal começa a viver intensamente o tempo que lhe resta. Algum tempo após a morte inevitável de Hal, Oliver conhece Anna (Mélanie Laurent), compreendendo, finalmente, o verdadeiro significado do amor. Assim, entenderá todo o alcance dos ensinamentos que o pai lhe tentou transmitir naqueles últimos meses de vida.
Begginers conta-nos a história do Oliver. Ele é um homem que não teve a maior infância e que ao chegar à idade adulta acaba por descobrir que o seu pai tem uma doença terminal e que afinal é homossexual. Ele, o pai, ao descobrir a doença vai querer viver a vida ao máximo e assim fazer tudo o que nunca pode fazer, incluindo namorar um homem. O filho estupefacto com a situação, mas ao ver o pai a viver entusiasticamente vai querer também ele fazer o mesmo e descobrir o amor.
 
E este é um filme simples sobre o que é a vida e o amor. A inocência de se viver as coisas pela primeira vez. O pai que vive pela primeira vez o amor por um homem, e o filho que vive pela primeira vez um amor por uma mulher. Mas mais do que isso, a forma como encaramos as situações do nosso dia-a-dia. O trabalho que não corre como nós mais gostamos, as relações com os outros que nem sempre são as melhores. Mas acima de tudo o filme tenta transmitir a ideia de que vale a pena arriscarmos. Vale a pena iniciar uma nova aventura, iniciar uma nova relação. Mas acima de tudo que vale a pena ser feliz. 
 
O filme complementa-se ao seu argumento simples mas poderoso, com um elenco de interpretações fantásticas que conseguem passar para o telespectador todos os sentimentos do filme, desde a maior alegria, à mais pequena melancolia. E o facto de todos os personagens terem um lado meio louco faz com que ainda ganhem mais dimensão e realidade. E para isso também ajudou e muito a forma como filme está realizado e editado. Uma espécie de filmagens alternativas, que o estilo Indie tanto gosta, que fornecessem ao filme momentos leves e divertidos ajudando o espectador a aliviar a tensão, ou momentos de grande introspecção, onde nos conseguimos relacionar e comover. E ao aliar também o presente com o passado de uma forma tão subtil e ligeira que nem nós quase vamos perceber esses momentos, mas que tornam o filme ainda mais bonito.  
 
Eu adorei o filme e fiquei muito feliz por finalmente lhe ter dado uma oportunidade, porque as minhas expectativas foram superadas e eu adorei o filme. E vocês? Já o viram? O que acharam?

2 comentários

  1. Eu adorei este filme: a história, as personagens, a realização... Vi-o há cerca de 5, 6 anos e já não me lembro dos pormenores, gostava de o rever! Mas há sempre tanta coisa nova para ver, é pena a nossa memória não arquivar tudo como se de um computador se tratasse :D Gostei muito da tua crítica! Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. É mesmo.. Há sempre tanta coisa para ver que nem sempre dá para ver tudo, ou lembrar de tudo.
      Obrigada.
      Beijinhos*

      Eliminar

Latest Instagrams

© Serão no Sofá. Design by FCD.