Quintas Indie | The Squid and the Whale (2005)

8.17.2017

A curiosidade com este filme surgiu quando estava a preparar os meus posts para o Agosto no Sofá. Deparei-me com este filme indie e o seu trailer chamou-me à atenção. A premissa parecia-me interessante e o seu título também. E hoje estou aqui para vos dar a minha opinião.
Comédia dramática em torno da vida de dois irmãos, a sofrer com o divórcio dos pais na Nova Iorque dos anos 80.
Este filme retrata uma família comum dos anos 80 em Nova Iorque. Um casal com dois filhos viviam razoavelmente bem até ao dia em que eles decidem divorciar-se. Decidem amigavelmente como será a guarda dos filhos e separam-se. Só que nem sempre as coisas são fáceis de superar e as separações acabam sempre por afectar os filhos de uma forma diferente e marcante. E esta é então a história deste casal a tentar superar-se após o divórcio bem como dos seus filhos.

Não posso dizer que adorei este filme porque para mim acabou por lhe faltar alguma essência. O filme toca e aborda questões muito importantes sem nunca as tornar excessivas ou brejeiras, levando sempre o expectador a perceber aquilo que se passa na história de uma forma calma e natural. Temos então um casal que partilha uma profissão em comum, a escrita, ele já é um escritor publicado ela está prestes a publicar o seu primeiro livro. Tudo parecia encaminhar-se quando a descoberta de uma traição coloca todo o casamento em causa. Desde aqui se denota que este casal era diferente porque acaba por perceber que o casamento já não ia bem e que o melhor mesmo é a separação. O problema seguinte acontece quando têm que contar aos seus filhos que se vão divorciar e o motivo pela separação. A princípio até estranhamos uma quase aceitação tácita de tudo o que está a acontecer mas à medida que o filme avança vamos percebendo como toda a separação e a dinâmica familiar estão a afectar cada um dos filhos, o mais novo nos comportamentos desviantes que começa a ter para a idade e o mais velho nas suas relações com o sexo feminino e até em relação à sua mãe. Mas mesmo também no casal protagonista que acaba por se sentir de forma diferente perante a situação da separação e do que vem a seguir.

É um filme calmo que sabe bem transmitir todos os dilemas porque cada personagem passa, que sabe como abordá-los e acima de tudo como o demonstrar para o espectador, mas que perde ao tentar torná-lo suave e quase que perfeito demais. Estava à espera de algumas explosões extra, de um pouco mais de raiva em certos personagens. Nem sempre reagimos de forma calma e razoável às situações e isso não é demonstrado no filme, e quando o é acabam por ser em situações de comportamentos normais. Estava à espera daquele sentimento de ligação para com o filme que acabou por nunca acontecer, talvez também um pouco por culpa de falta de empatia com os actores do elenco.


Um filme que recomendo pela sua temática e para os fãs do estilo indie, mas que acabaou por não me surpreender.


4 comentários

  1. Gosto muito da Laura Linney, mas não conhecia este filme, gostei da sinopse e da temática. Sou filho de pais separados, cresci e vivi alguns dos momentos retratados no trailer. Obrigado pela dica :)

    Bitaites de um Madeirense

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    1. Então se calhar vais gostar mais e identificar-te mais..
      Espero que gostes!

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  2. Eu vi este filme há coisa de apenas 3 anos e gostei mas estou como tu, não adorei.

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    1. Sim.. acaba por não ser um filme uau.. :D

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