Quintas Indie | Colossal (2016)

8.03.2017

Desde que o trailer deste filme saiu que eu fiquei logo com curiosidade para ver. Um filme indie que junta Anne Hathaway e um monstro em Seul era uma boa promessa. Mas entre uma história engraçada e interpretações normais, o filme acabou por me desiludir.
Gloria está a atravessar um momento verdadeiramente dramático da sua vida: além de ter perdido o emprego e o namorado, parece ficar mais dependente do álcool a cada dia que passa. Incapaz de se sustentar sozinha em Nova Iorque, regressa à pequena cidade que a viu nascer. Um dia, ao ver o noticiário na televisão, apercebe-se de algo inacreditável: durante as suas saídas nocturnas, em que bebe até quase perder os sentidos, os seus gestos e acções são replicados por um réptil colossal que caminha pelas ruas de Seul, na Coreia do Sul. O monstro, que ninguém sabe de onde terá surgido, tem deixado um rasto de destruição atrás de si e lançado o pânico nas populações. Para conter a criatura, Gloria vai ter de compreender de que forma as suas vidas estão relacionadas. A ajudá-la, terá Oscar, Joel e Garth, os últimos amigos que lhe restam nesta caminhada de autodestruição.

A premissa é muito interessante, ora uma humana nos USA a controlar um monstro em Seul. Mas quando a história se começa a desenrolar conhecemos uma Glória a decair completamente na sua vida. Sem trabalho e à beira de perder o seu namorado, ela passa as noites na bebedeira com os amigos e parece ter perdido o gosto pela vida. É quando o seu namorado acaba tudo com ela, que Glória se vê forçada a voltar à sua terra natal e acaba por aceitar um trabalho num bar de um amigo como empregada de mesa. Tudo corria bem até ao dia em que ela se apercebe que os seus movimentos são o comando para um monstro em Seul. É aí que com a ajuda dos seus amigos ela vai tentar arranjar uma solução para o monstro. Mas à medida que a história avança muitas coisas estranhas começam a acontecer e o rumo da história vai mudar completamente. 
 
Quando vi o trailer fiquei com a ideia que o filme seria um drama cómico. A presença do monstro e a sua fisionomia fazia transparecer isso. Mas à medida que o filme se foi desenrolando comecei-me a aperceber que o filme trazia uma temática muito mais dramática do que estava à espera, e que o monstro seria mais um mero acessório, do que propriamente um agente principal. No fundo o filme traz à tona assuntos como o alcoolismo, a raiva , a inveja e a falta de amor pela vida. Todos são abordados de uma forma interessante e algo até pedagógica, mostrando sempre ao espectador as reais consequências de determinados actos, tanto na questão do álcool como na questão do monstro. O filme é cómico e durão o quante baste. Mas faltou-lhe muito para se tornar um óptimo filme. Peca pela falta de ritmo, pelas interpretações que nem sempre são fantásticas ou credíveis e pela incongruência do roteiro. E neste caso é quase como se o espectador estivesse alheado da história e visse o filme apenas com a expectativa de saber o porquê de toda esta história. Mas o mesmo chega ao fim desiludido com as razões e acima de tudo com o fecho do filme. O filme para mim apenas ganha pela sua produção e pela ideia original.

 

Era um filme que tinha tudo para dar certo, mas que acaba por ser daquelas desilusões difíceis de engolir.




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