Far from the Madding Crowd (2015)

8.25.2017

Este era um filme que eu já queria ver há algum tempo e aproveitei o BEDA para o poder ver e assim dar-vos a minha opinião. Este é um romance de época realizado Thomas Vinterber e baseado no livro de Thomas Hardy. Já teve diversas adaptações para cinema e televisão, sendo esta a mais recente. E apesar de o filme não ter sido tudo aquilo que eu estava à espera é um filme muito bonito que hoje partilho com vocês.


Uma jovem mulher mantém relações amorosas com três homens em três épocas distintas.
Bathsheba Everdene é uma mulher independente, que acaba por herdar a quinta do seu tio e por se tornar uma patroa. Ela é independente em todos os sentidos até na questão amorosa, ao dizer quase sempre não querer casar, nem necessitar de um marido para nada. Apesar disso ao longo da história ela vai acabar por se envolver com três homens, o pastor de ovelhas Gabriel Oak ambicioso e dedicado, o proprietário da quinta vizinha William Boldwood obcecado e maduro e o Sargento Frank Troy explosivo e sedutor. Todos lhe vão mostrar as suas facetas e ajudá-la a moldar o seu carácter através das situações em que a colocam, bem como a sociedade que ela enfrenta machista e sempre com o pé atrás em relação a ela. 

Este era para mim um filme que tinha tudo para dar certo. Uma mulher à frente do seu tempo, que não tem medo de trabalhar e enfrentar o mundo, acaba a herdar a quinta do seu tio e a ter que a governar de modo a que ela continue a dar lucro e a prosperar. Ela é uma mulher que diz que não quer casar por não necessitar de nenhum homem e apesar de o seu comportamento físico o demonstrar, no seu íntimo percebemos desde logo que ela sempre sentiu a necessidade de amar e ser amada, ainda não tinha era encontrado a pessoa certa. E é quando os três homens principais da história lhe começam a aparecer na sua vida que ela vai percebendo que tipo de homem é aquele que um dia lhe vai arrebatar o coração. Será o Gabriel Oaks, o fiél amigo, que a ama e protege independentemente das atitudes que ela tenha. Será o William Boldwood que a vê como a sua última esperança de encontrar uma mulher. Ou o Sargento Frank que a procura apenas como um escape de desejo após a perda da sua amada. Mas ela é também a representação da força da mulher à época e nos dias de hoje, que com a força e a determinação conseguiu gerir a quinta e torná-la uma boa fonte de rendimento, ultrapassando o machismo dos homens da época e rodeando-se de quem a poderia ajudar a crescer.

No entanto o filme acaba por não ser tudo aquilo que eu estava à espera porque apesar de ele fazer crítica à sociedade não o fez na dose e medida que eu queria e que eu achava necessário ao filme. Nem sempre percebemos as dificuldades que ela enquanto mulher passaria para governar a quinta. Apenas vê-mos um ou dois momentos, mas que gostava de ter visto mais, de ter sentido mais. Isto porque o filme acaba por ser maioritariamente focado nos romances e no crescimento dos personagens, demorando-se demasiado tempo nessa construção acabando por deixar de lado aspectos que eu teria gostado mais de ver. Há também algumas personagens que eu gostava de ter visto mais aprofundadas como é o caso dos três pretendentes, gostava de ter sabido mais das suas razões e das suas histórias do passado. O filme ganha no entanto pela sua qualidade técnica em todos os sentidos. A realização, a fotografia, o guarda-roupa e a banda sonora estão espectacularmente bem e fazem com que a lentidão do roteiro acabe por passar mais despercebida. Tal como o elenco que está muito bem e fazem com que todo o conjunto funcione. 

Não sei em comparação às outras adaptações qual o melhor filme a ver, nem sei se este filme está ou não uma adaptação fiel ao livro. No entanto e apesar de eu não o ter adorado é um bom filme e um bom romance.




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