Primeiras impressões | The Crown, Better things e The Young pope

Nos últimos tempos, têm sido lançadas diversas séries e, inevitavelmente, umas quantas chamaram a minha atenção. Como tal, resolvi experimentar algumas delas para ver se valiam a pena e se me me agradavam. Hoje, deixo-vos as minhas primeiras impressões de 3 destas séries: The Crown, Better things e The Young Pope.
Baseado na premiada peça The Audience, e escrito pelo indicado ao Oscar, Peter Morgan (Rush – No Limite da Emoção e A Rainha), o drama foca-se no início do reinado da Rainha Elizabeth II.
À primeira vista, The Crown é uma série feita à minha medida uma vez que adoro filmes históricos, especialmente, os que envolvem as famílias reais. No entanto, já vi 3 episódios até agora e a série agradou-me mas ainda não me apaixonou. Visualmente e em termos dos valores de produção e realização, este original da Netflix está de parabéns
Em termos de interpretações, de uma forma geral, a série está também muito bemJared Harris está perfeito como rei George VI e soa-me muito mais autêntico do que Colin Firth quando este o interpretou no filme "King's speech". Claire Foy é também convincente enquanto rainha Elizabeth, especialmente a nível de voz. Achei a escolha de John Litgow para interpretar Churchill bastante estranha uma vez que é americano e não é fisicamente parecido. Já me comecei a habituar mas ainda não estou totalmente convencida. Matt Smith também ainda não me conquistou como príncipe Philip...é suposto ele ser alguém com conflitos interiores (que fazem todo o sentido) mas acaba por soar muito petulante.
Também estou a gostar da história em si mas ainda estou muito no início da série. Até agora, gostava que eles tivessem mostrado um pouco mais da infância e da adolescência (tempos de guerra, como Philip e Elizabeth se conheceram, etc..) da rainha. Podem ser que ainda mostrem :) O ritmo é lento mas acaba por fazer sentido uma vez que temos aqui um drama focado essencialmente na relação entre as personagens.

Veredicto: Quero ver os restantes episódios da temporada. 
Espero gostar cada vez mais dela à medida que avançar.



Comédia semi-autobiográfica, conta a história de uma actriz, mãe divorciada que cria suas três filhas. Apesar de ser actriz, a vida dela não é tão glamourosa quanto se pensa e ela trabalha para pagar as contas e cuidar das filhas.
Better things foi uma série que comecei a ver porque reparei que nunca vejo comédias e andava a precisar de um pouco de humor na minha vida. Como esta série andava a receber boas críticas e prometia apelar a um público feminino mais maduro, resolvi experimentar.
Esta foca-se nas dificuldades de relacionamento entre pais e filhos, bem como, nas adversidades do mundo de trabalho. Apesar destes temas me agradarem, achei a maioria das personagens irritantes e nem sempre o humor funcionou comigo. Gosto da interpretação da Pamela Adlon daí que ainda tenha visto 5 episódios de 30 minutos. Tem o selo de Louis C.K.


Veredicto: Realmente, comédias não me conquistam facilmente. 
Não pretendo acabar o resto da temporada.





Lenny Belardo (Jude Law) torna-se o primeiro pontífice americano a ser escolhido para líderar a Igreja Católica. Jovem e charmoso, a eleição do Papa Pio XIII pode parecer o resultado de uma simples estratégia de mídia, mas as aparências podem enganar no misterioso Vaticano.
Comecei a ver esta série por causa do realizador Paolo Sorrentino pois adoro sempre o aspecto visual e artístico dos seus filmes e, realmente, nesse aspecto a série não desilude. Nota-se uma extremo cuidado nos planos filmados, bem como, no guarda-roupa e nos cenários sumptuosos. Gosto também do tom moderno introduzido nalgumas cenas. 
Contudo, a série deixa-me sempre meio baralhada e com uma mistura de sentimentos. Por um lado, gosto bastante da vibe "House of cards no Vaticano", muitas intrigas e jogadas políticas aliadas a diálogos interessantes. Por outro lado, a maioria das personagens não me cativa. Não gosto da interpretação de Diane Keaton enquanto Irmã Mary e a personagem do Papa em si enerva-me devido ao seu narcisismo e arrogância. Falta algum carisma e propósito à personagem e não sei se a culpa é da interpretação do Jude Law ou da escrita em si.

Veredicto: Quero ver mais um ou dois episódios e, depois, 
logo vou decidir se vejo até ao fim ou se desisto.



Já viram alguma destas séries?









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